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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Seja você mesma... E veja sua vida virar do avesso!!!!

Eis um tema que tenho vontade absurda de conversar com as pessoas "da vida real", mas não consigo colocar muito bem em palavras... Então bora escrever!

O que é, afinal, ser eu mesma? Ser autêntica, ser sincera, viver a vida como eu acho que devo viver, seguir minhas próprias regras e tudo o que envolve o "seja você"? 

Vejo que quanto mais eu me individualizo e tomo minhas próprias decisões - algumas que não são socialmente tão legais - as pessoas tem reações as mais diversas: umas se afastam, outras me copiam, outras falam que eu sou extremamente egoísta, cabeça dura ou arrogante (mas eu admito que tenho traços de egoísmo, teimosia e arrogância mesmo). Há as que pensam que sou bicho do mato; tem as que devem ficar imaginando que minha vida é chatíssima; outras pessoas ficam espantadas quando conto o quanto de coisas sou capaz de fazer em minha própria companhia... E tem as outras pessoas que admiram, trocam informações, dicas e insights comigo... 

Exemplos clássicos: eu e essa tendência a querer consumir cada vez menos, sendo eu cercada de pessoas extremamente consumistas... As pessoas ficam meio horrorizadas quando eu digo que não, eu não tenho um guarda-roupas que está ameaçando explodir de tão cheio! Mas esse é o normal - um guarda-roupas que não explode - não é mesmo?

Outro exemplo das situações em que eu sou eu mesma e que causa polêmica: eu prefiro ficar em casa vendo seriados ou lendo a cair na noitada. Quando eu estava solteira, minhas amigas não conseguiam entender isso. "Como você vai conhecer alguém se não sai de casa?" era o que eu mais ouvia. Bom, acabei conhecendo alguém sem sair de casa - isso dá uma longa história, já que tomei um soco no meu ego e paguei todas as línguas possíveis -, contrariando o "manual"...

De uns tempos pra cá ando com uma preguiça monstra de postar minha vida nas redes sociais... Geralmente é atitude de gente que está com uma vida chata. Pois bem, minha vida está maravilhosa! Não agitada, não cheia de eventos... Apenas minha vida. E não ando com vontade de compartilhar certos momentos. Tô muito ocupada vivendo!

A solidão bate, sim. Muitas vezes me sinto totalmente sozinha, incompreendida, doida, bicho do mato, louca. Mas eu vivo a Lei da Atração: semelhante atrai semelhante, e tudo é energia. Enquanto eu estiver nesse processo de vir a ser, não estarei mais vivendo meus velhos paradigmas na íntegra, mas também não terei desabrochado para meu novo eu. Então fico nessa fase transitória mesmo, e ela é sim solitária.

Essa desconstrução do eu tem sido uma loucura... Uma boa loucura! Questionar e observar, dando a mim mesma certa distância da situação para avaliar com o olhar mais imparcial possível, tem sido uma aventura! Uma aventura bem louca, mas uma aventura!

Em breve, postarei sobre MEU NOVO EU vesus MEU CORPO. Porque velhos problemas aparecem até quando estamos nos transformando em novos eus...

Por uma semana de autenticidade!

4 comentários:

  1. Amei essa postagem, viu? Tenho pensado muito na questão de estar com pessoas que eu admiro e que gostam de mim, que entendem como eu sou. Também acabo assustando as pessoas com minhas escolhas pessoais, assim como você. Minha mãe diz que tem pena de mim por conta da pequena quantidade de roupa que tenho. Eu dou risada e tá tudo certo. Você descreveu muito do que eu vivo e sinto. Também gosto de estar em casa, mas tenho valorizado a presença daqueles que amo e fugido da minha tendência ao isolamento. Porém, gosto de estar com poucas pessoas, nada de lugares lotados. Até hoje não descobri se eu sou estranha... ou se os outros é que são.
    Mas me sinto menos estranha quando vejo gente como eu.
    Beijos!

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  2. Eu já espantei pessoas dizendo que tenho pensado em juntar dinheiro pra comprar um imóvel ao invés de financiar tudo, por exemplo. O "diferente" da massa choca, incomoda. Eu mesma ficava achando que ser um pouco minimalista era fazer voto de pobreza! Também já pensei qie ser seletiva com as pessoas que ficam sabendo da minha vida é ser "bicho do mato". Hoje estou sentindo os bons resultados da mudança de paradigmas...

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    1. Vi agora sua resposta... minha querida, eu falo do minimalismo, mas não aceito pegar o rótulo de minimalista. Tem uma galera tão chata nesse mundo! Estamos aqui tentando ser mais felizes, não seguir as regras de ninguém. Veja o que é importante nessa vida... coisas, planejamentos, pessoas, tudo o mais. E fique com eles. Só isso. Ninguém pode escolher por você. E você ao que me parece está se saindo muito bem.

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    2. Pri, só agora parei pra responder. Quando eu penso que voltarei à ativa no blog, algo acontece... rsrsrsrs. Eu também evito rótulos. Creio que nunca falei com ninguém algo do tipo "estou me tornando minimalista" porque 1) não sinto isso dentro de mim e 2) não é só isso que está acontecendo dentro de mim! Mas quando eu falo algo do tipo "ah... ando pensando em poupar ou aplicar ao invés de financiar um apartamento", as pessoas me olham aterrorizadas! kkkkkkk Sim, a gente deve manter o que é nosso com a gente... E tenho feito isso. E tem sido libertador! Beijos!

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